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sábado, 18 de dezembro de 2010

VIGILANTE 3

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EM BELO HORIZONTE- 19 À 26 DE DEZEMBRO
NO RIO- DE 26 DEZ À 02 DE JANEIRO

Quem quiser encontrar para treparmos,envie
o nick do perfil que tenha no manhunt
(NICK morenodebh1972)
ou no hxh(morenos1972)
ou deixem recado por esses sites mesmo

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Natal no Carnatal

Em natal fiquei em uma pousada. Isso nem foi uma escolha, mas quando fui procurar vagas em hoteis, não havia mais. Juntando isso com algum tipo de receio dos natalenses, não terei grandes novos vídeos feitos por la. No entanto, vivi situações interessantes, e levei 2 bolos (ato de marcar e não ir). O primeiro foi um cara casado. Chegou la muito nervoso não querendo dar pinta do que iria fazer ali, mas acabou dando mais bandeira que se houvesse agido naturalmente... Ele, não sei porque, queria que eu agisse como versátil, não quis ser tratado como "puta" (nos dizeres dele). No fim gozou tão rapidamente que não deu nem para começar a pensar em comê-lo, muito menos em pegar a máquina. Após esse fiasco, la vou para o carnatal, depois de muita enrolação de um cearense pistoludo, consegui levá-lo para a pousada. O cara estava mal por ter bebido muito. Vomitou, fez uma sujeirada danada, mas pelo menos deu o rabo que foi uma beleza, essa foda tem vídeo e será publicada por aqui. Durante o dia, fui caminhando para uma praia meio deserta no morro do careca e eis que vejo um carinha baixinho, magrinho, meio definido, de uns 40 anos. Dei aquela pegada na mala e o cara logo entendeu e correspondeu ao recado. Tinham mais dois caras lá urubuzando, mas estávamos afim de ficarmos somente nós dois (os caras não eram interessantes ;) kkkk)

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

terça-feira, 30 de novembro de 2010

sábado, 20 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

domingo, 7 de novembro de 2010

sábado, 16 de outubro de 2010

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

sábado, 2 de outubro de 2010

domingo, 26 de setembro de 2010

terça-feira, 21 de setembro de 2010

domingo, 19 de setembro de 2010

sábado, 18 de setembro de 2010

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Recebendo baiano em Brasília 3

video

Operário em Construção

Era ele que erguia casas
Onde antes so' havia chão.
Como um pássaro sem asas
Ele subia com as asas
Que lhe brotavam da mão.
Mas tudo desconhecia
De sua grande missão:
Nao sabia por exemplo
Que a casa de um homem e' um templo
Um templo sem religião
Como tampouco sabia
Que a casa quer ele fazia
Sendo a sua liberdade
Era a sua escravidão.

De fato como podia
Um operário em construção
Compreender porque um tijolo
Valia mais do que um pão?
Tijolos ele empilhava
Com pa', cimento e esquadria
Quanto ao pão, ele o comia
Mas fosse comer tijolo!
E assim o operário ia
Com sour e com cimento
Erguendo uma casa aqui
Adiante um apartamento

Alem uma igreja, à frente
Um quatel e uma prisão:
Prisão de que sofreria
Nao fosse eventuialmente
Um operário em contrucão.
Mas ele desconhecia
Esse fato extraordinário:
Que o operário faz a coisa
E a coisa faz o operário.
De forma que, certo dia
`A mesa, ao cortar o pão
O operário foi tomado
De uma subita emoção
Ao constatar assombrado
Que tudo naquela mesa
- Garrafa, prato, facão
Era ele quem fazia
Ele, um humilde operário
Um operario em construção.
Olhou em torno: a gamela
Banco, enxerga, caldeirão
Vidro, parede, janela
Casa, cidade, nação!
Tudo, tudo o que existia
Era ele quem os fazia
Ele, um humilde operário
Um operário que sabia
Exercer a profissão.

Ah, homens de pensamento
Nao sabereis nunca o quanto
Aquele humilde operário
Soube naquele momento
Naquela casa vazia
Que ele mesmo levantara
Um mundo novo nascia
De que sequer suspeitava.
O operário emocionado
Olhou sua propria mao
Sua rude mão de operário
De operário em construção
E olhando bem para ela
Teve um segundo a impressão
De que nao havia no mundo
Coisa que fosse mais bela.

Foi dentro dessa compreensão
Desse instante solitário
Que, tal sua construção
Cresceu tambem o operário
Cresceu em alto e profundo
Em largo e no coração
E como tudo que cresce
Ele nao cresceu em vão
Pois alem do que sabia
- Excercer a profissão -
O operário adquiriu
Uma nova dimensão:
A dimensão da poesia.

E um fato novo se viu
Que a todos admirava:
O que o operário dizia
Outro operário escutava.
E foi assim que o operário
Do edificio em construção
Que sempre dizia "sim"
Comecam a dizer "não"
E aprendeu a notar coisas
A que nao dava atenção:
Notou que sua marmita
Era o prato do patrão
Que sua cerveja preta
Era o uisque do patrão
Que seu macacão de zuarte
Era o terno do patrão
Que o casebre onde morava
Era a mansão do patrão
Que seus dois pes andarilhjos
Eram as rodas do patrão
Que a dureza do seu dia
Era a noite do patrão
Que sua imensa fadiga
Era amiga do patrão.

E o operário disse: Não!
E o operário fez-se forte
Na sua resolução

Como era de se esperar
As bocas da delação
Comecaram a dizer coisas
Aos ouvidos do patrão
Mas o patrão nao queria
Nenhuma preocupação.
- "Convencam-no" do contrário
Disse ele sobre o operário
E ao dizer isto sorria.

Dia seguinte o operário
Ao sair da construção
Viu-se subito cercado
Dos homens da delação
E sofreu por destinado
Sua primeira agressão
Teve seu rosto cuspido
Teve seu braço quebrado
Mas quando foi perguntado
O operário disse: Não!

Em vao sofrera o operário
Sua primeira agressão
Muitas outras seguiram
Muitas outras seguirão
Porem, por imprescindivel
Ao edificio em construção
Seu trabalho prosseguia
E todo o seu sofrimento
Misturava-se ao cimento
Da construção que crescia.

Sentindo que a violência
Nao dobraria o operário
Um dia tentou o patrão
Dobra-lo de modo contrário
De sorte que o foi levando
Ao alto da construção
E num momento de tempo
Mostrou-lhe toda a região
E apontando-a ao operário
Fez-lhe esta declaração:
- Dar-te-ei todo esse poder
E a sua satisfação
Porque a mim me foi entregue
E dou-o a quem quiser.
Dou-te tempo de lazer
Dou-te tempo de mulher
Portanto, tudo o que ver
Sera' teu se me adorares
E, ainda mais, se abandonares
O que te faz dizer não.

Disse e fitou o operário
Que olhava e refletia
Mas o que via o operário
O patrão nunca veria
O operário via casas
E dentro das estruturas
Via coisas, objetos
Produtos, manufaturas.
Via tudo o que fazia
O lucro do seu patrão
E em cada coisa que via
Misteriosamente havia
A marca de sua mão.
E o operário disse: Não!

- Loucura! - gritou o patrão
Nao ves o que te dou eu?
- Mentira! - disse o operário
Nao podes dar-me o que e' meu.

E um grande silêncio fez-se
Dentro do seu coração
Um silêncio de martirios
Um silêncio de prisão.
Um siêncio povoado
De pedidos de perdão
Um silencio apavorado
Com o medo em solidão
Um silêncio de torturas
E gritos de maldição
Um silêncio de fraturas
A se arratarem no chão
E o operário ouviu a voz
De todos os seus irmãos
Os seus irmãos que morreram
Por outros que viverão
Uma esperanca sincera
Cresceu no seu coração
E dentro da tarde mansa
Agigantou-se a razão
De um homem pobre e esquecido
Razao porem que fizera
Em operário construido
O operário em construção

(VINÍCIUS DE MORAES)

Se tiverem curiosidade política vem o vídeo no link:http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2010/08/25/discurso-historico-lula-e-o-preconceito-dos-vira-latas/

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Casado e Moreninho 1

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domingo, 8 de agosto de 2010

domingo, 1 de agosto de 2010

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