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sábado, 30 de abril de 2016

terça-feira, 26 de abril de 2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Capítulo 2


A luz forte do sol carioca de outubro já entrava pela janela, quando Marco acordou e viu o corpo nu do rapaz deitado ao seu lado.  Sem roupa, sem penumbras, Marco podia ver claramente o desenho lindo das costas e da bunda de Conrado. As pernas grossas acabavam em uma bunda perfeita, branquinha e marcada pelo uso de sungão. O rapaz tinha uma tatuagem na panturrilha que parecia um dragão.  As costas lisas e morenas, a cabeça bem raspada, até as orelhas meio “tortas” em função dos treinos esportivos lhe conferiam um aspecto interessante.
A contemplação do corpo do rapaz ali deitado - perna jogada em cima da sua – aliada ao fato de não ter ido ao banheiro dar uma mijada ainda - deixaram Marco de pau duro. Passava a mão nas costas de Conrado como quem acaricia um bicho de estimação. Primeiro pelos ombros, sentindo o contorno dos músculos fortes e bem trabalhados, descendo pela coluna até a base da bunda, grande, pesada, empinada.   Sem a menor cerimônia desceu os dedos muito de leve por entre as nádegas, achando o cuzinho fechado e macio.
Seu pau já completamente duro apontava novamente para o teto.  A respiração do rapaz já tinha se alterado. Não mais ressonava como quem dorme profundamente, mas simplesmente não se ouvia mais sua respiração.
“- Será que esse puto está acordado?” – pensou Marco, como sempre murmurando em voz alta.
- Uhun
Aquele “uhun” foi um sinal mais do que claro de que ele estava aproveitando suas carícias e também gostando daquele jogo de faz-de-conta-que-dorme. Marco passou um pouco de saliva em dois dedos e desceu a mão novamente para o cuzinho de Conrado. Ficou massageando o cu sem penetrá-lo, acariciando as bordas e fazendo pressão com os dois dedos. Novamente começou a ouvir sua respiração, mas agora diferente, num ritmo levemente acelerado. Permanecia de bruços, com as pernas ligeiramente abertas. Mais saliva e o cuzinho já começava e se abrir, primeiro um dedo, depois o segundo, e na pressão o terceiro. O rapaz já começava a soltar um gemido ou outro.
Marco se levantou e deitou-se em cima do corpo do rapaz. O pau super duro encaixou na entrada do cu, fazendo aquela pressão gostosa. Beijava a nuca do outro ao mesmo tempo que movimentava o quadril, colocando mais pressão na penetração. Conrado só respirava e de vez em quando dava um gemido. De repente o pau entrou, como que vencendo a resistência do anel do cu e então um gemido mais alto.
- Aaaai Tio, não faz assim comigo não.
- Empina esse rabo cara, não veio aqui atrás de piroca? Vai ganhar piroca. Vou encher esse cu de leite – de novo.
Nisso Conrado já estava com a bunda empinada e Marco bombava sem dó. Com as mãos por debaixo do peito do rapaz, apertava os mamilos já duros e entumecidos. A boca mordia, agora, com força a nuca e as orelhas, que já iam ficando vermelhas e cheia de pequenas marcas.
- Vou gozar seu puto, aperta minha pica com esse teu cu, caralho!
- Goza tio, goza que eu gozo também....
O gozo veio forte. Marco em seguida sentia o cu piscando e mastigando seu pau – era Conrado gozando e se contorcendo por debaixo.
- Pô tio, já tenho as orelhas defeituosas, tu ainda morde mais e eu vou ficar parecendo um porco!
Os dois deram uma risada gostosa e relaxaram uns minutos na cama.
- Conrado, pega tua cueca e veja se consegue atravessar pro teu quarto sem ser visto cara. Não quero ter que explicar pro meu filho que fiquei enrabando o melhor amigo dele, bêbado, durante a noite.
- Já não tô mais colocado não tio.
- Procura teu rumo garoto!
Marco deu uma palmadinha leve na bunda de Conrado, que de pé procurava a cueca, que perdida, estava enrolada e amarfanhada no chão, em volta da cama.    
Abriu a porta devagar e sem acender as luzes. A casa parecia dormir ainda, exceto por algum barulho que vinha da cozinha, supostamente o café da manhã sendo colocado na mesa. Atravessou o corredor escuro e entrou na porta do quarto onde deveria ter passado a noite.
Marco levantou e foi para o chuveiro. Não queria se atrasar para o treino. O dia estava cheio de compromissos e reuniões. Foi quando voltou à sua mente a lembrança do estagiário.
- Putz, o cabaço começa hoje.
...
Todos já haviam saído, depois de um café da manhã bastante rápido. Marco, como sempre, havia passado pela cozinha, pego um pão de queijo e uma fatia de melão e saído andando. Os meninos já haviam se levantado, tomado café e saído também.
Dona Solange já havia tirado a mesa e estava arrumando o quarto de Marco Aurélio. Quando pegou retirou os lençóis para a arrumação, viu as manchas de pequenas raias marrons em uma parte do tecido.
- Mas que porra é essa? Isso tá cheirando merda, merda de verdade. Será que esse viado desse advogado deu pra gagar na cama?
Ficou com os lençóis nas mãos e viu na cabeceira da cama o hidratante. Como que num estalo, percebeu que na realidade, aquilo era um resíduo da noite de sexo que tinha acontecido.
 - Mas quem teria dormido aqui com o viado? Fui dormir depois que os meninos e ele foram, arrumei a cozinha e ninguém mais entrou em casa. O filho com a namorada e o menino Conrado. Essa bicha deve ter recebido alguém na madrugada e ninguém viu.
 - Solange, o que é que tu ta dizendo criatura?
- Ahh!! Porra Dirceu, quer me matar do coração?
- Mulher louca, falando sozinha com um pano na mão. Voltei por que o Dr. Marco Aurélio precisa de uns papéis que estão na primeira gaveta desse móvel aqui do quarto dele, a pasta preta com elástico.
- Você notou se alguém diferente saiu pela garagem hoje cedo Dirceu?
- Não, o mesmo pessoal de sempre. Você sabe que eu chego quase duas horas do Dr. Marco Aurélio querer sair, por que ele as vezes precisa sair e esquece de me avisar. Meninos pro colégio, empregadas chegando pro trabalho, velhotas saindo pra correr, velhotes saindo pra correr atrás das gatinhas que ainda não acordaram, o de sempre.
- Porra, mas gente a toa dá conta da vida de todo mundo heim Dirceu.
- To te respondendo mulher.
- Pega logo esta merda de pasta preta e vai caçar teu rumo que estou muito ocupada.
Nisso, Dirceu abriu a tal gaveta, pegou a pasta e saiu do quarto. Aquela história não estava bem explicada. Solange não parava de pensar em que tipo de gente poderia ter entrada naquele apartamento em plena madrugada sem que ela tivesse ouvido. Tinha o sono muito leve, acordava quando alguém simplesmente entrava na cozinha.
- Bom, tenho mais o que fazer do que ficar pensando pra quem esse viado deu o cu.
E murmurando assim, continuou com a faxina no quarto e com a arrumação da casa.

.....
 - Mãe, prende pra mim esse rabo de cavalo bem forte, não quero que meu cabelo solte no meio da aula de spining.
- Filha, não tá na hora de você cortar esse cabelo não? Tá parecendo uma crentona daquelas de igreja batista. Que coisa mais feia minha filha, gente moderna não usa cabelo tão comprido assim.
- Ah mãe, eu não gosto de cabelo curto. Acho que cabelo curto é coisa de homem.
- Tá certo. Teu pai mandou te avisar que deixou o cabo do carregador que você esqueceu na casa dele, semana passada, na portaria. Quando você descer já pega.
- Mãe, você acha que o papai é feliz com essa escolha que fez? Ser gay deve ser uma coisa tão difícil...
- Filha, seu pai é um homem muito inteligente, muito esperto e acima de tudo muito decidido. Se ele resolveu sair do armário, eu só agradeço que ele tenha feito isso depois que eu pude ter você e seu irmão. Seria muito ruim pra mim, já com quase 50 anos, ter que pensar em um filho.
- Mãe, você não tem quase 50 anos!
- Tá certo filha. Você tomou café da manhã direito?  Tem que comer antes de malhar. Eu tomei mais cedo, vou a ginecologista assim que você sair.
- Mãe, preciso perder pelo menos 3 quilos até o verão. Comi meia banana. Esta tudo bem com você?  O que vai fazer no médico.
- Bruna, banana não se corta filha. Come a banana toda. Não esquece que na sexta você tem compromisso com o teu pai, à noite, não marca nada. Ele disse que vai levar você pra uma exposição naquele museu novo da Praça da Mauá. Estou ótima, exame de rotina.
Mãe, preciso ir. Beijos e bom dia. Hoje vou Almoçar com a Samanta. Ela quer fofocar alguma coisa.
- Se encontrar seu irmão diz que ele precisa vir pegar as roupas que tinha deixado na casa de Teresópolis. Pede pra Samanta não deixar ele sem comer.
- Ai mãe, que mania de comida. Beijo, te amo, fui.
Assim, despedindo da mãe, Bruna saiu do quarto, pegou a bolsa que estava no sofá da sala, ao lado da porta e foi pra academia.  Com os seus 18 anos Bruna era linda. Tinha puxado o tipo atlético de Marco Aurélio, mas tinha o temperamento doce da mãe. Corpo violão, coxas grossas, olhos verdes faiscantes, cabelos castanhos claros, chamava atenção.
Márcia havia casado jovem e durante muito tempo tinha vivido para a família. Sem trabalhar durante quase 20 anos, vivia da pensão e dos bens que Marco Aurélio havia deixado a ela. Marco a tinha tornado sócia no escritório, em pequena porcentagem, assim poderia receber parte de sua renda sem maiores constrangimentos. Vinha de família rica e possuía bens que sempre tinha sido seus: alugueis, ações, investimentos, etc. Embora já tivesse situação financeira bem confortável, Marco fez questão de que a ex mulher participasse de seu sucesso, afinal, era a mãe de seus filhos e uma grande amiga. Márcia era uma mulher bonita, mas já bastante envelhecida. Não tinha vaidade e como era muito clara, loura de olhos azuis , o sol do Rio de Janeiro lhe havia castigado ao longo de muitos anos.
Márcia também pegou sua bolsa e saiu. Desceu do prédio e caminhando pelo Leblon, via as pessoas que passavam em direção à praia. O ginecologista era novo, um medico muito bem recomendado pela sua médica, que estava em licença maternidade. Márcia não se incomodava como fato de ser médico homem, e não mulher, como tinha sido a vida inteira. Depois de uma curta caminhada, entrou na linda clínica que funcionava na casa branca de esquina, que antigamente tinha pertencido a uma amiga sua.
- Márcia Lemos, por favor, tenho horário com o Dr. Rocha Miranda, às 10:00h.
- Pois não D. Márcia, a senhora quer se sentar por favor? Seus exames já ficaram prontos, e já entreguei para o Dr. Rodrigo. Ele vai atender a senhora num instante.
Sentou-se e abriu uma revista que estava na mesa lateral. Ficou ali folheando sem ler nada, vendo as imagens coloridas que passavam pela revisa sem nem ao menos tentar aprender alguma.
- Senhora, entre por favor.
Márcia olhou para cima e viu um homem de uns 35 anos, alto, negro, sorriso aberto e franco, lhe esticando mão.
- Muito prazer Dr.,  vim recomendada pela Dr. Célia Albuquerque, lá da Dias Ferreira.
- Claro, Célia já está com os gêmeos em casa. Ela é uma amiga de muitos anos, e uma ótima médica. Será um prazer atender os pacientes dela enquanto está em licença.
Nisso, segurando Márcia pelo braço, entraram no consultório.
 - Márcia – posso chama-la assim – afirmou o seguro médico. Seus exames estão na maioria normais, mas você tem alguns índices hormonais muito baixos.  Você praticamente não produz ocitocina.
 - Mas Dr., esse hormônio atua em que esfera corporal? Nunca ouvi falar nele.
- Veja Márcia, combinado com estrogênio e outros, atua no fortalecimento de artérias e veias, melhora a elasticidade da pele, vigor dos cabelos, e sobretudo, é o responsável pela libido sexual.  Você tem sentido uma baixa de desenho sexual recentemente?
- Olha doutor, sexo tem sido a última prioridade da minha vida, não tenho mantido relações com ninguém.
- Mas você se masturba, tem orgasmos?
Márcia por um momento parou e respirou. Não sabia o que era um orgasmo há anos. Não só por que não tinha sexo há um bom tempo, mas também por que nos últimos anos do casamento com Marco Aurélio, apesar de ele gozar muito, ela nunca conseguia atingir o orgasmo.
- Doutor, nos últimos anos do meu casamento eu não conseguia atingir o orgasmo – falou numa voz baixa, quase rouca, olhando para as próprias mãos, que jaziam inertes em seus joelhos.
- Márcia, mas quando se masturba, você não chega ao orgasmo?
- Não me masturbo doutor.
- Bem, vamos passar ao exame clinico. Vá por favor para a outra sala, tire a roupa, vista túnica branca e sente-se na cadeira ginecológica.
Márcia foi então para a sala e fez o que o médico mandou. Nunca tinha parado para pensar que não gozava. Por que? Por que o sexo havia deixado de ser uma parte tão importante de sua vida? Na sua juventude sua vida com Marco Aurélio tinha sido ótima, trepavam com frequência e isso nunca havia sido um problema. Até o dia em que simplesmente desapareceu do cardápio.
- Márcia, já está sentada?
- Sim doutor, pode entrar.
Nisso o médico entra com um avental, touca, luvas e máscara. Parecia preparado para uma cirurgia. Sentou-se ao lado da cadeira ginecológica, que é muito mais alta que a cadeira do médico e com suavidade abriu as penas de Márcia.
- Márcia, vou fazer alguns testes de sensibilidade sexual no seu clitóris, vulva, grandes lábios e vagina. Por favor, vá me reportando o que sente.
- Sim doutor.
Marcia respondeu sem nenhuma expectativa. Pensou consigo: “realmente, devo estar com zero hormônio sexual, não sinto tesao há tanto tempo que acho que não sei sequer identificar o que é tesao mais”.
Nisso o médico pegou um grande tubo de lubrificante, passou algum nas pontas dos dedos, e tocou o púbis de Márcia. Com movimentos circulares, de pressão suave, massageava a região chamada de monte vênus. Márcia começou a sentir um certo calor no baixo ventre, e seus quase invisíveis pelos nas coxas se arrepiaram.
- sente alguma coisa Márcia?
- Sim doutor – respondeu já com a voz um pouco embargada.
O médico começou a fazer movimentos circulares um pouco mais fechados, cada vez mais próximos ao clitóris. O pequeno botão se encheu de sangue e saltou da pele que o cobria. A boceta se encharcou de humidade.
O calor agora lhe subia barriga acima. Os seios se empinaram, bicos duros, que marcavam o tecido branco da túnica. O médico tocava o clitóris com cuidado e firmeza com o dedão enluvado e coberto de gel. Com o indicador, penetrava a boceta, e fazia movimentos lentos e cadentes, numa penetração suave e também firme.
Márcia já não conseguia se controlar. Sentia os seios doerem, as pernas bambearem, a barriga suar e a boceta encharcada. Seu quadril ondulava, como que querendo receber os dedos. O medico continuava massageando o clitóris com o dedão, mas agora já tinha  três dedos dentro da boceta, num ritmo de vaivém mais acelerado.
Márcia não se conteve, segurou os seios por cima da bata apertando os bicos duros e levantou o quadril, sentindo os dedos todos dentro da sua boceta e falou alto.
- Eu vou gozar!
Sentiu um choque elétrico percorrendo seu corpo. A eletricidade se transformava em calor. Suas pernas tremiam bambas. Seu corpo estava todo coberto de suor, como se tivesse feito exercícios físicos.
Jogou a cabeça para trás e se deixou gozar, cheio de espasmos pelo corpo todo. Quando recobrou a consciência, olhou para o médico. A máscara plástica completamente embasada, impedia que se olhassem nos olhos. O médico levantou, tentando manter o profissionalismo, mas Márcia não tinha como não notar o pau enorme marcando a calça branca, que quase chegava no meio da coxa.
- D. Marcia, a senhora pode trocar de roupa, nos vemos na outra sala.
Márcia levantou e vestiu sua roupa. Não tinha bem certeza se aquele procedimento havia sido ético ou não, mas, estava tão relaxada que todos seus músculos doíam. Pensou por um momento que o curioso é que antes daquilo era “Márcia” e agora D. Marcia”.
- D. Marcia, a senhora não tem problemas com orgasmos. Vamos fazer um tratamento de reposição hormonal e a senhora vai ter sua libido de volta. Vou receitar uma medicação, atividade física e a senhora terá que ira uma nutricionista.
Márcia não conseguia sequer responder. Pegou as receita e saiu da sala sem olhar direito para o rosto do médico. Havia notado que estava cheio de suor. E não conseguia esquecer a marca do pau na calça branca.

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Autor: brancopauzudo@hotmail.com

sábado, 16 de abril de 2016

quinta-feira, 14 de abril de 2016

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